Ready for anything – Princípio 4 – Para saber onde ir, você precisa saber onde está

10 de novembro de 2018
Oi leitores da Call Daniel, começaram bem sua semana? 
 
Estamos continuando o envio das 52 reflexões semanais do David Allen, traduzidas livremente do seu segundo livro, “Ready for anything”, onde ele traz textos para aprofundamento no GTD. Nossa querida Thais Godinho teve a brilhante ideia de compartilhar com o time da Call Daniel e nós estamos tomando a liberdade de enviar a cada semana para todos os assinantes do Blog “Dicas Call Daniel”.
 
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Hoje nós vamos falar sobre: mapas. Ãhn? Pois é!
 
Um mapa não é funcional até você saber onde se encontra nele. Se localizar no tempo e no espaço cria uma referência para que você possa começar a se mover. Conhecer todos os acordos que você fez com os outros e consigo mesmo(a) é um fator crítico para tornar tudo mais claro para você. Se você não tem isso claro, como pode saber para onde tem que ir?
 
Há um antigo ditado que diz: “Ao que você resiste, você fica preso”. O David comenta como isso tem sido comum no seu trabalho com diversos tipos de pessoas. Se seu trabalho não está claro para você e se você ignora o fato de não estar construindo um inventário completo dele, você pode passar por momentos difíceis.
 
Frequentemente perguntam ao David: “Como eu defino prioridades?”. E sua resposta sempre é uma contra-ergunta: “Qual é o seu trabalho?”. Para saber que atividades são mais importantes que outras, você precisa ter um ponto de referência para o que você quer manter, completar ou experimentar – você precisa saber o que o seu trabalho é. Mas o que é sua realidade neste momento? Isso é óbvio, mas esse reconhecimento é menos frequente do que você pensa. E, para descobrir qual é a sua realidade, você precisa responder outras seis, de baixo para cima:
  1. Quais são as suas tarefas atuais? Essas são as suas ações físicas que você precisa fazer agora mesmo com relação a todos os seus compromissos e responsabilidades: telefonemas, e-mails, conversas, coisas para resolver na rua, rabiscar ideias em um brainstorm e assim por diante. Tipicamente, uma pessoa no dia a dia terá entre 100 e 200 dessas para fazer.
  2. Quais são seus projetos atuais? Esses são os resultados que você concorda consigo mesmo(a) a alcançar, que requerem mais de uma ação para completá-los, como colocar pneus novos no carro, inscrever seus filhos em um acampamento ou comprar uma companhia. A maioria das pessoas tem entre 30 e 100 desses.
  3. Quais são as suas áreas de responsabilidade atuais? A maioria das pessoas tem entre 10 e 15, incluindo as áreas principais de seu trabalho (desenvolvimento da equipe, planejamento, relacionamento com o cliente) e categorias-chave do negócio da vida (finanças, saúde, família, casa, carreira, lazer etc).
  4. Como o seu trabalho e os seus desejos pessoais vão mudar no próximo ano? Existem objetivos que você se comprometeu a alcançar nos próximos meses? – metas, intenções de mudanças, projetos grandes, e por aí vai.
  5. Como a sua empresa, a sua carreira e sua vida pessoal vão mudar? Esses são os grandes cenários – a visão de como as coisas devem ser nos próximos anos.
  6. Por que você está no planeta? Esse é o propósito da sua existência – seu “trabalho” como ser humano.
Se você tiver um inventário completo dos seus compromissos em todos esses níveis, você vai ter uma boa definição do seu trabalho. O David diz que conhece poucas pessoas que tenham isso hoje.
 
Ele também comenta que, quando faz coaching, ele passa entre 10 e 15 horas com a pessoa apenas identificando tudo o que ela tem nos níveis mais mundanos: ações e projetos em andamento. Sem objetificar esse inventário para clarear mentalmente todos os níveis, as pessoas não estão prontas para ter essa conversa com seus gestores ou esposas/maridos em casa para promover mudanças que acredita serem necessárias. Aqueles que não endereçarem as questões básicas sobre o que estão fazendo, agora, nos seus níveis mais funcionais, geralmente resistem a pensar seriamente sobre as suas necessidades e gerenciar o que precisa mudar para alinhar com as mudanças que foram acontecendo naturalmente no mundo e em suas vidas.
 
Muitas pessoas têm uma vaga noção do que querem fazer ou do que querem ser no futuro – algo diferente. Mas sem um ponto de referência baseado na realidade sobre onde de fato estão todos os níveis da sua vida, você vai para a direção errada. Quando você esclarece e gerencia o que está à sua frente – ou seja, o que precisa lidar agora mesmo, mesmo com um pequeno grau de conclusão – vai abrir as portas para que sua inspiração e criatividade venham. Sem nenhum esforço extra da sua parte.
 
Sem saber onde você está no mapa, você não tem como saber se deve virar a esquerda ou a direita, não importa o quão claro esteja seu objetivo. É um desafio real ter coerência de todo o inventário que você criou na sua vida e em seu trabalho. Mas aceitar o que é a sua realidade hoje vai mudar isso em diversas maneiras positivas.
 
Por sinal…
  • O que é real para você hoje? Seria útil trazer novas informações ou promover mudanças para ajustar ou melhorar essa realidade?
  • Com tudo o que você considera um problema no momento, qual é o dado que faz com que você considere essa situação um problema? Será que você conseguiria ver essa informação de outra maneira?
Boa semana!

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