Não adianta engolir GTD sem mastigar

17 de setembro de 2018

No percurso do GTD, os usuários tropeçam em vários momentos em que encontram o monstro do caos. Em todos eles, manter a calma e a rotina são imprescindíveis. É melhor deixar sobrar comida no prato do que ter uma congestão, tentando engolir tudo rapidinho, de qualquer jeito.

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Momentos de encontro com o monstro do caos

O primeiro costuma ser bem no começo, quando, de maneira inédita, temos uma visão mais realista de nossa lista de coisas pendentes. Provavelmente isso nunca aconteceu de maneira tão transparente antes do GTD.

O segundo pode acontecer quando percebemos que nossas marcações (etiquetas, nomes de projetos, contextos) não traduzem bem seu conteúdo, e tudo que “guardamos” está na verdade perdido. Está tão escondido que não conseguimos achar. Foram dias e dias desenhando e implementando com todo cuidado para descobrir que quando mais precisamos da informação não conseguimos localizá-la.

Possivelmente o terceiro acontece quando decidimos mudar toda a estrutura de nosso sistema. Confiamos plenamente no método, entendemos que a vida jamais será a mesma sem ele, mas desse jeito não está bom. Precisa melhorar para facilitar ainda mais. Então, começa a maratona de reescolher os aplicativos, os nomes das pastas, etiquetas, contextos…

Finalmente um dos últimos momentos de caos do GTD costuma ser quando, apesar de já sermos outra pessoa, vivendo outro nível de existência com muitas demandas e alta performance, voltamos a perceber o estresse tomando conta. Temos certeza absoluta de que estamos fazendo algo errado. Não é possível que, com todo o conhecimento e a experiência em gtd, nossa rotina possa voltar ao caos.

 

A rotina pode voltar ao caos, acredite.

E entenda, não é seu gtd que está com problemas, é você que está guloso. Sabendo que é possível, encheu o prato e tentou engolir tudo sem mastigar. Sem os devidos processamentos e revisões de qualidade. Não vai funcionar. Alta performance não é fazer tudo que aparece ou que colocamos em nossa lista. É estocar o não perecível no espaço de não perecíveis, os com data de validade no calendário e os altamente perecíveis na “geladeira” para que não estraguem antes de você poder chegar lá. Finalmente é saber valorar, priorizar, distribuir as tarefas no tempo disponível e realizar tudo com foco.

É preciso olhar para tudo isso e organizar a semana, mês ou ano de maneira factível, clara, negociável e revisada na regularidade necessária para nada estragar ou ser desperdiçado. Isso inclui vida familiar saudável, tempo suficiente para mastigar os alimentos e principalmente aproveitar o mágico momento presente. Com todos os seus aromas e sabores. Com todas as suas cores e nuances.

 

Como diz David Allen, se não for para saborear as delícias diárias

que já somos capazes de proporcionar a nós mesmos,

que sentido teria tudo isso?

 

Boa degustação de GTD para você!

Abraços

 

 

Imagem: oversodoinverso.com.br

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