Às vezes esquecemos até do básico

14 de julho de 2017

 

Este é um artigo bem prático para você usar hoje mesmo e todos os dias. Algo que poderá fazer parte de sua rotina profissional caso adquira o hábito de perguntar-se diariamente: por que meu departamento existe nesta empresa? E minha função, afinal qual o benefício de ela existir neste departamento?

 

Muitas vezes sofremos uma pressão tão grande para executar nossas tarefas e atingir nossas metas pessoais que até perdemos o referencial do por que estamos trabalhando.

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OK, meus objetivos podem ser bem claros e pontuais, quem sabe algo relacionado às metas de vendas, aos relatórios do mês ou à felicidade dos funcionários. Mas olhando o cenário maior é possível ver que o objetivo final talvez seja o de clientes (internos e externos) satisfeitos, um faturamento anual que supere a marca dos X reais ou dólares.

 

Veja, não faz diferença aqui quais são, até porque cada um tem os seus próprios.

 

O importante é levantar os olhos para tentar enxergar mais longe de seu próprio ponto de referência ou daqui a mais tempo. Por exemplo: precisamos (nós do meu departamento de RH, por exemplo) reduzir os gastos sem deixar os funcionários da empresa inteira com medo de serem demitidos. Uma missão que pode parecer quase impossível, não?

Mas o que poderia acontecer se você optar por expor a situação para todos (quem sabe para mais de mil funcionários) de maneira transparente? Será que tal atitude poderia despertar mais de mil sugestões (entre viáveis e inviáveis) em vez de apenas medo de ser demitido? Neste cenário, olhar mais longe poderia ser compreender que, para manter a empresa de mil funcionários trabalhando e dando lucro, será preciso reduzir os gastos em algum lugar. Quem sabe até de outra maneira que não seja demitir parte dos colaboradores.

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Ou então você foi pressionado para criar excelência no atendimento ao cliente e sua equipe de vendas não está interessada em atualizar os métodos de abordagem. Então, você fica com raiva deles, pois seus objetivos não serão atingidos e é tudo culpa deles. Pior que isso, o incompetente, que não atende às expectativas, será você.

Mas quem sabe os vendedores podem tornar-se seus maiores aliados nisso quando finalmente entenderem que no fim do percurso o resultado aparecerá no bolso deles. Você só existe para auxiliar eles, apoiá-los para que consigam vender mais e vender sempre. É este o seu desafio: conquistá-los, conseguir mostrar-lhes que você pode ajudá-los a ir mais longe ou descobrir que está errado, que existem outros caminhos mais eficientes para chegar aonde desejam todos do grupo.

 

Qual o básico?

 

O básico aqui é entender onde você está, qual o objetivo de sua existência em determinado contexto. Só então criar estratégias para chegar lá, com sabedoria e apoio dos demais. Algumas conquistas precisam ser individuais, esta percepção do “básico” é uma delas. Outras dependem do acordo do grupo, busque por bons acordos: claros, específicos, mensuráveis, transparentes e principalmente onde as pessoas concordem. Impor não trará os mesmos resultados.

Só o que não se pode permitir fazer é se esquecer do básico: por que você ou sua função existem nesta empresa? Pesquise na internet sobre seu cargo, suas atribuições, sucessos e fracassos, estude alguns casos de sucesso, mas, principalmente, adapte tudo isso ao seu próprio e particular ambiente de trabalho. É neste tempo e espaço que as coisas precisam funcionar, bem.

 

Abraços,

[email protected]

Especialista em Gestão do Tempo e Produtividade.

 

 

Imagem: oglobo.globo.com

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