Afinal qual a mágica do GTD?

1 de setembro de 2015

A ideia é muito simples, a execução pode até parecer bem trabalhosa, mas os adeptos da metodologia são categóricos: funciona. Mas afinal porque ele funciona… onde está a magia que faz ele funcionar?

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Afinal qual a mágica do GTD? Muitos fazem esta pergunta enquanto não conseguem implementar até a fase do benefício real e até desistem. Leia-se por benefício real “mente tranquila como a água”. Outros tantos que já conseguiram estão tão bem adaptados que por vezes não são capazes de identificar o item essencial para que tudo funcione direitinho. Entre estes dois grupos estamos nós, em maioria, tentando, tentando, tentando…


A mágica não é nenhuma novidade, ela existe há milênios: hábito, rotina. Nossa querida amiga rotina nos envolve numa repetição coesa de ações, que desenvolvem habilidades bem específicas para tais tarefas a tal ponto que fica tudo MUITO fácil, torna-se um hábito. Lembra-se quando foi aprender a dirigir, mexer no computador, cozinhar, escrever? Não, possivelmente não. Hoje é tão simples para você tudo isso, tão automático e rotineiro que nem lembra mais do dia que foi uma grande barreira em sua vida. A princípio pode parecer chato ou trabalhoso demais criar uma rotina e mantê-la até tornar-se um hábito. No entanto temos nossa própria história de vida que não nos deixa mentir: funciona.

 

Eu me lembro de algumas poucas passagens no carro, por exemplo. Me pareceu absurdo ter que fazer aquele monte de coisas ao mesmo tempo: olhar para frente, para os espelhos dos lados e de cima, manter as mãos na direção mas tirar de vez em quando para mudar a marcha, ligar o pisca, o limpador de para-brisa. Lógico que os pés também precisavam trabalhar junto com aquilo e sincronizados. Imagina que sobrou energia para olhar o painel de instrumentos? Não. Cansei de passar da velocidade permitida quando o carro era suave o suficiente para não se perceber isso. Eu precisava olhar no painel.

 

E o computador? Enquanto era apenas uma tela preta com palavras esquisitas estava ótimo. Depois ele e ela transformaram-se em algo muito mais monstruoso com tanta informação junta numa só tela que meus olhos nem sabiam para onde olhar primeiro. A verdade é que sequer viam todos os botõezinhos disponíveis para o clique.

 

Hoje minha rotina nestes dois exemplos já está tão consolidada que tudo acontece naturalmente, muitas vezes não saberia explicar rapidamente como faço ou todos os passos sequenciais que compõem tais tarefas.

 

No início do uso do método, mais importante do que a perfeição na execução de cada etapa é a consistência. É melhor fazer mais ou menos, mas sempre, do que fazer perfeitamente poucas vezes. A mágica do Getting Things Done não é apenas coletar, processar, organizar, fazer e revisar. É fazer isso como uma rotina. Com a consistência necessária até tornar-se um hábito. Pronto, seu piloto automático está ligado. As chances de desistir do GTD depois disso, são mínimas.

 

Aproveite que chegou até aqui para rever o artigo que fala dos 4 segredos “insanamente simples” para ter tranquilidade e abraçar mais vezes a sensação de felicidade que isso traz.

Abraços 

+Produtividade -Estresse

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Especialista em Gestão do Tempo e Produtividade

 

imagem: https://secure.davidco.com/store/catalog/GTD-WORKFLOW-MAP-SET-p-16554.php

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