Uma desorganizada patológica pode ser altamente produtiva?

13 de maio de 2018

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Sim, sim e sim. Se você se identificou com o título desta postagem, não tem problema, o GTD também é para você. Falo por experiência própria. Eu sempre digo para todos: quanto mais eu tentava me convencer de que me organizar poderia me render bons frutos, mais motivos eu encontrava para continuar desorganizada e sem rotinas. 

Parecia uma verdadeira perseguição, não conseguia criar ou começar nenhuma rotina. Bastava eu dizer:  “a partir deste mês vou poupar” 

para algo fora do previsto acontecer e lá se ia meu rico dinheiro poupado. Ou então eu finalmente decidia que me exercitar nas primeiras horas da manhã era uma ótima ideia e, no dia seguinte, algo surgia para mudar meus poucos planos de qualquer coisa regular, frequente, organizada. Eu já tinha “jogado a toalha” quando o GTD me resgatou. Confesso que no começo pensei que não ia conseguir. Realizava as recomendações dos 5 passos meio na linha do “é mais ou menos isso” e me sentia até constrangida por estar me comportando de maneira tão, digamos, rebelde.

 

Aos poucos, o GTD foi se incorporando à minha rotina e quando percebi: estava muito mais organizada do que jamais fui.


 

 

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Minha família até estranhou, chegaram a dizer que eu fiquei irreconhecível. Verdade? Nem eu mesma havia percebido o quanto o GTD mudou minha rotina e minha vida como um todo.

 

Se existe mesmo um segredo em torno do GTD, é este:

 

Pratique, pratique, pratique e quando perceber já será outra pessoa. Não faz mal que erre no caminho, que nem tudo funcione como o planejado, que não esteja seguindo as recomendações à risca. O importante é não desistir no meio do caminho.

A maioria de nós não sente dificuldade para captar, mas no processamento alguns já se enroscam com a dificuldade de esclarecer o que cada coisa significa ou em definir sua prioridade. Depois, na organização, quanto maior a demanda, maior a dificuldade para criar as divisões e hierarquias de maneira simples e objetiva. Revisar? Jamais. As dores anteriores foram tantas que a última coisa que nos passa pela cabeça é voltar e repetir tudo de novo. Nem vou citar os níveis mais altos do GTD.

 

Para virar este jogo minha recomendação é:

 

  1. Apague a ideia de que seja um desorganizado patológico, isso não vai impedir você de se transformar em um GTD faixa-preta. O próprio David garante: os maiores beneficiados pelo GTD são os desorganizados.
  2. Abra-se para a experiência e comece pequeno. Uma possibilidade é escolher apenas uma área de responsabilidade para começar simples e ir somando as demais à medida que sentir segurança em seu domínio GTD para isso. Ou qualquer outro arranjo que funcione para tranquilizar você, não para estressá-lo ainda mais.
  3. Permita-se chegar pelo menos até uma revisão bem-feita e uma semana onde você deixou de fazer um milhão e meio de coisas, mas ainda assim realizou a meia dúzia de grande impacto, que fizeram a diferença e proporcionaram uma sensação inconfundível de “missão cumprida”.

 

 


 

Se você fizer isso, vai viciar nesse bem-estar. É indescritível a sensação de passar uma semana tranquila, equilibrando bem sua dedicação entre as diversas áreas de responsabilidade que possui e quando alguém perguntar – por que você não fez isso? – Você responde de boca cheia – porque fiz aquilo e aquilo outro (o dobro do que esperavam ser possível de se fazer).

Então, sua patologia está curada e aquele mal-estar de perceber o quanto sua desorganização o prejudica nunca mais vai alcançá-lo. Você venceu sua própria ignorância sobre o quanto estava produzindo e nem sabia.

Abraços,

[email protected]

Especialista em Gestão do Tempo e Produtividade.

 


 

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