Por que a inteligência emocional deve ser um critério de contratação?

7 de agosto de 2019

Os candidatos a vagas de trabalho estão sendo avaliados por novos critérios, pois os recrutadores não buscam apenas profissionais inteligentes com formação ou especialização. Hoje em dia, também é avaliada a maneira como eles lidam com as outras pessoas por meio da análise de sua inteligência emocional.

Você sabe por que as empresas estão utilizando a inteligência emocional como critério para decidir quem será contratado? Acompanhe este artigo e descubra!

O que é inteligência emocional?

A inteligência emocional, ou IE, refere-se à capacidade de um indivíduo de gerar, perceber e identificar emoções para a promoção de seu desenvolvimento emocional e intelectual. Basicamente, consiste em saber pensar de maneira inteligente em vários contextos sociais como as relações familiares, acadêmicas ou trabalhistas.

No contexto empresarial, as empresas buscam desenvolver a IE de seus colaboradores além de utilizá-la para avaliar candidatos e saber se eles têm o perfil adequado para obter sucesso na empresa. É importante avaliar se os futuros colaboradores são inteligentes emocionalmente porque, como acabamos de dizer, a IE pode indicar o desempenho dos profissionais na empresa.

Um profissional preparado emocionalmente é capaz de ser um ótimo líder, por exemplo, pois tem aptidão social. Ele é calmo e confiante diante de tensões, assim, tem maior controle emocional e consegue buscar por soluções com mais clareza. Também sabe gerenciar conflitos e administrar situações complexas, sempre preocupado com as necessidades dos seus colaboradores.

Portanto, ter a capacidade de saber lidar com as próprias emoções tornou-se um diferencial entre os profissionais. Utilizar esse critério em um processo de recrutamento é essencial para que as empresas montem uma equipe emocionalmente forte e inteligente.

Como avaliar a inteligência emocional na hora da contratação?

Segundo Goleman, em seu livro “Trabalhando com a inteligência emocional”, a IE baseia-se em cinco elementos que definem o potencial de uma pessoa em aprender habilidades práticas: autopercepção, motivação, autorregulação, empatia e aptidão social.

No momento do recrutamento, situações ou atividades que despertem os gatilhos emocionais do profissional devem ser criadas. Com isso, será possível avaliar se ele sente raiva ou alívio diante das situações às quais é exposto. Além disso, verifica-se se ele assume a responsabilidade para resolver problemas e se tem a capacidade de admitir seus próprios erros e fracassos.

Por isso, crie equipes multifuncionais para avaliar a capacidade de comunicação, de liderança e de gerenciamento de conflitos. Lembre-se também de estimular o autoconhecimento, pois nossos valores e nossas crenças conduzem as nossas ações, bem como indicam os possíveis comportamentos dos colaboradores diante de questões éticas e permitem saber se os seus valores condizem com os valores da organização.

Após a aplicação de atividades que avaliem o comportamento dos candidatos, forneça um feedback. Esse momento também é importante para analisá-los, pois é possível avaliar se os profissionais são capazes de controlar os seus sentimentos diante de feedbacks negativos.

Como vimos, a inteligência emocional é um fator essencial que todos os colaboradores precisam desenvolver. Dessa maneira, eles aprendem a lidar com os desafios que podem surgir no ambiente de trabalho.

O treinamento corporativo MIND, da Call Daniel, é um excelente caminho para desenvolver sua inteligência emocional.

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