Não sabe o que influencia a nossa inteligência? Entenda como o cérebro aprende!

7 de agosto de 2019

cérebro é o centro do sistema nervoso no ser humano e em todos os animais vertebrados. Na verdade, é um dos maiores “processadores” do mundo. Ele processa informações, analisa todas com base na experiência de vida e apresenta tudo para nós em poucos segundos.

Nenhum computador é capaz de simular esse órgão maravilhoso. Neste artigo vamos explicar melhor como o cérebro aprende. Acompanhe a leitura!

As funções básicas do cérebro

Para entender o funcionamento do cérebro, é preciso primeiro compreender o que são os estímulos. Estes se referem a agentes ou alterações, internos ou externos, que provocam uma reação fisiológica ou funcional em um organismo.

As células talâmicas (localizadas no cérebro) são importantes para o comportamento dos estímulos, pois são responsáveis pela transmissão dos sinais motores e sensitivos, além de regularem o sono, o estado de alerta e a consciência.

Existem quatro funções básicas que ajudam a compreender como o cérebro aprende:

  • recepção: por meio dos sentidos, o cérebro recebe informações;
  • armazenamento: o órgão armazena as informações e pode acessá-las em larga escala;
  • análise: o cérebro identifica os padrões e organiza as informações;
  • saída: ele libera as informações de maneiras diversas, como pensando, falando, desenhando, movimentando etc.

Os hemisférios cerebrais

O cérebro apresenta dois hemisférios:

  1. o esquerdo, responsável pela fala, raciocínio lógico, matemática e outros;
  2. o direito, responsável pelo apreço à arte, dança, música, criatividade.

Eles estão interligados pelo “corpo caloso”, um sistema de transmissão química que age em grande velocidade, envolvendo milhares de células.

Quanto mais intensa a harmonia entre os dois hemisférios, mais intensa a conexão no corpo caloso, favorecendo o raciocínio mais ágil e aprimorando a capacidade de memorização.

O cérebro trino e o aprendizado

De acordo com o neurocientista Paul Maclean, o cérebro é trino, visto que apresenta três áreas específicas.

A primeira é o cérebro reptiliano, responsável pelos instintos. O cérebro límbico, que é a segunda área, exerce grande influência sobre a memória, sendo responsável pelas emoções e sexualidade. A terceira área é o cérebro racional, que coordena as atividades diárias, como falar, criar, pensar e está em contínua evolução.

Essa divisão é importante para entender como o cérebro aprende. Por exemplo, uma pessoa com fome dificilmente consegue se concentrar na aprendizagem, pois a área reptiliana indica que é hora de comer. Diante de um problema emocional, o cérebro límbico intensifica o estresse e o aprendizado também se torna difícil. O cérebro racional atua melhor com foco e concentração.

A massa cinzenta, a mielina e a forma como o cérebro aprende

A famosa massa cinzenta é composta por núcleos de neurônios, que são as células nervosas presentes no cérebro. A mielina é uma parte branca que facilita a conexão entre os neurônios.

Quanto mais mielina, melhor a comunicação entre as células nervosas e mais rápido o raciocínio e a capacidade de aprender. Pode-se afirmar que, quanto mais o indivíduo aprende, mais o cérebro se desenvolve.

O mindfulness

Entender como o cérebro aprende permite desenvolver técnicas para potencializar essa capacidade. A meditação — especialmente o mindfulness — pode ajudar nesse sentido.

Mindfulness significa “ter atenção para ficar consciente e recordar”. Segundo essa prática, que inclui principalmente a meditação, a mente (mind) precisa ficar atenta completamente (fully) a tudo que ocorre dentro e fora do corpo.

É uma técnica que se tornou popular no Ocidente por meio de Jon Kabat-Zinn, médico norte-americano. A neurocientista Sara Lazar (Universidade de Harvard) afirma que ela influencia positivamente os processos de aprendizagem e recordação. Conforme a cientista, bastam 30 minutos diários de meditação para alcançar resultados satisfatórios.

Uma prática completa de mindfulness envolve:

  • caminhadas diárias, principalmente em espaços verdes, o que induz o cérebro ao estado meditativo;
  • atenção à própria respiração;
  • hábitos conscientes e saudáveis, como tomar banho todos os dias, desenvolver uma dieta saudável, predispor a mente a uma percepção maior do “aqui, agora” (presente);
  • dormir bem (mínimo de 8 horas ao dia);
  • evitar fazer muitas tarefas simultaneamente (realize apenas uma atividade de cada vez e concentre-se nela).

Agora você já sabe como o cérebro aprende e como aplicar práticas de aprendizagem, memorização e concentração (como o mindfulness), que ajudam a tornar o trabalho mais produtivo!

Se você se interessou, saiba também em que consiste efetivamente o cansaço mental!

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